Por dentro da ceno: CMO Summit 2025

Por dentro da ceno: CMO Summit 2025

12 DE MARçO DE 2026

Com o segundo CMO Summit 2026 chegando daqui a poucos dias, e novamente ocupando o espaço presencial, é quase inevitável parar um momento para revisitar as intenções por trás do projeto.

Cada escolha de cenografia foi pensada para favorecer aquilo que move o encontro: conversas relevantes, troca entre profissionais, mentorias e diferentes formatos de interação ao longo do evento.

Antes de tudo acontecer novamente, vale abrir um pouco desse processo.

Quando pensamos na cenografia de um evento, é comum imaginar primeiro o palco.

Mas no CMO Summit 2025, o ponto de partida foi outro.

A pergunta que guiou o projeto era mais específica:

Como transformar o CMO Summit em um verdadeiro festival de conteúdo?

Se o evento reúne múltiplas conversas, diferentes temas e ritmos de programação acontecendo ao mesmo tempo, o espaço precisava refletir exatamente isso. Não como pano de fundo, mas como parte ativa da experiência.

A cenografia passou então a ser pensada como um ecossistema vivo, onde cada ambiente teria uma função clara dentro da jornada do público.

A solução surgiu a partir da criação de territórios de conteúdo.

Cada palco recebeu uma leitura própria, alinhada ao tipo de conversa que aconteceria ali e ao comportamento esperado de quem estivesse assistindo.

O espaço foi estruturado em quatro principais frentes:

🟣 CMO Stage
O palco principal do evento, pensado para receber grandes conversas e momentos de destaque da programação.

🟣 Hype Stage
Um espaço com mais ritmo e dinamismo, voltado para novas narrativas e formatos de apresentação.

🟣 Sales Stage
Conteúdos com foco mais prático e aplicável, direcionados para discussões objetivas do mercado.

🟣 Round Tables
Ambientes de troca direta, onde a proximidade favorecia conversas mais profundas entre participantes.

Tudo acontecendo ao mesmo tempo e conectado. Essa organização permitiu que o público transitasse entre diferentes tipos de conteúdo sem perder a sensação de unidade do evento.

Cada palco foi desenhado considerando três fatores principais:
o tipo de conteúdo apresentado, o ritmo da programação e o comportamento esperado do público.

Esses critérios orientaram decisões de layout, iluminação, dimensões de palco e a própria relação entre plateia e palestrantes.

Em alguns espaços, a proposta era ampliar a sensação de presença coletiva.
Em outros, a configuração aproximava pessoas e estimulava troca direta.

Essa variação de escala e atmosfera ajudava o público a perceber, quase intuitivamente, o tipo de conversa que acontecia em cada ambiente.

A cenografia precisava marcar presença e, ao mesmo tempo, favorecer a atenção ao conteúdo apresentado.

O projeto seguiu uma linguagem mais aberta e distribuída pelo espaço, com estruturas que ajudavam a organizar o ambiente sem concentrar informação visual em excesso.

Algumas escolhas guiaram essa direção:

  • Estruturas mais abertas, que mantinham a sensação de amplitude do evento
  • Elementos cenográficos distribuídos, criando unidade visual entre os ambientes
  • Composição mais limpa, favorecendo a leitura dos palcos e das conversas

Essa construção permitiu que o espaço acompanhasse o conteúdo, sustentando a experiência ao longo da programação.

Entre os elementos do projeto, o neon assumiu um papel importante na identidade visual do evento.

As linhas de luz apareciam em diferentes pontos da cenografia, conectando ambientes e criando continuidade visual entre os palcos. Ele ajudava a estabelecer ritmo e profundidade no espaço, além de funcionar como um elemento de reconhecimento ao longo da jornada do público.

Mesmo com atmosferas diferentes em cada palco, essa linguagem comum ajudava a construir unidade para todo o evento.

Eventos que concentram muitas conversas ao mesmo tempo dependem de uma organização espacial clara.

No CMO Summit, a cenografia contribuiu justamente nesse ponto: estruturar fluxos, orientar o público e apoiar a dinâmica do conteúdo.

O resultado aparece na experiência de quem circula pelo evento. As pessoas transitam entre temas, escolhem conversas e se deslocam com naturalidade, enquanto o espaço acompanha esse movimento.

É nesse momento que a cenografia deixa de ser apenas estrutura física e passa a atuar como parte da narrativa do evento.

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