Com o segundo CMO Summit 2026 chegando daqui a poucos dias, e novamente ocupando o espaço presencial, é quase inevitável parar um momento para revisitar as intenções por trás do projeto.
Cada escolha de cenografia foi pensada para favorecer aquilo que move o encontro: conversas relevantes, troca entre profissionais, mentorias e diferentes formatos de interação ao longo do evento.
Antes de tudo acontecer novamente, vale abrir um pouco desse processo.
Quando pensamos na cenografia de um evento, é comum imaginar primeiro o palco.
A pergunta que guiou o projeto era mais específica:
Como transformar o CMO Summit em um verdadeiro festival de conteúdo?
Se o evento reúne múltiplas conversas, diferentes temas e ritmos de programação acontecendo ao mesmo tempo, o espaço precisava refletir exatamente isso. Não como pano de fundo, mas como parte ativa da experiência.
A cenografia passou então a ser pensada como um ecossistema vivo, onde cada ambiente teria uma função clara dentro da jornada do público.
A solução surgiu a partir da criação de territórios de conteúdo.
Cada palco recebeu uma leitura própria, alinhada ao tipo de conversa que aconteceria ali e ao comportamento esperado de quem estivesse assistindo.
O espaço foi estruturado em quatro principais frentes:
🟣 CMO Stage O palco principal do evento, pensado para receber grandes conversas e momentos de destaque da programação.
🟣 Hype Stage Um espaço com mais ritmo e dinamismo, voltado para novas narrativas e formatos de apresentação.
🟣 Sales Stage Conteúdos com foco mais prático e aplicável, direcionados para discussões objetivas do mercado.
🟣 Round Tables Ambientes de troca direta, onde a proximidade favorecia conversas mais profundas entre participantes.
Tudo acontecendo ao mesmo tempo e conectado. Essa organização permitiu que o público transitasse entre diferentes tipos de conteúdo sem perder a sensação de unidade do evento.
Cada palco foi desenhado considerando três fatores principais: o tipo de conteúdo apresentado, o ritmo da programação e o comportamento esperado do público.
Esses critérios orientaram decisões de layout, iluminação, dimensões de palco e a própria relação entre plateia e palestrantes.
Em alguns espaços, a proposta era ampliar a sensação de presença coletiva. Em outros, a configuração aproximava pessoas e estimulava troca direta.
Essa variação de escala e atmosfera ajudava o público a perceber, quase intuitivamente, o tipo de conversa que acontecia em cada ambiente.
A cenografia precisava marcar presença e, ao mesmo tempo, favorecer a atenção ao conteúdo apresentado.
O projeto seguiu uma linguagem mais aberta e distribuída pelo espaço, com estruturas que ajudavam a organizar o ambiente sem concentrar informação visual em excesso.
Algumas escolhas guiaram essa direção:
Estruturas mais abertas, que mantinham a sensação de amplitude do evento
Elementos cenográficos distribuídos, criando unidade visual entre os ambientes
Composição mais limpa, favorecendo a leitura dos palcos e das conversas
Essa construção permitiu que o espaço acompanhasse o conteúdo, sustentando a experiência ao longo da programação.
Entre os elementos do projeto, o neon assumiu um papel importante na identidade visual do evento.
As linhas de luz apareciam em diferentes pontos da cenografia, conectando ambientes e criando continuidade visual entre os palcos. Ele ajudava a estabelecer ritmo e profundidade no espaço, além de funcionar como um elemento de reconhecimento ao longo da jornada do público.
Mesmo com atmosferas diferentes em cada palco, essa linguagem comum ajudava a construir unidade para todo o evento.
Eventos que concentram muitas conversas ao mesmo tempo dependem de uma organização espacial clara.
No CMO Summit, a cenografia contribuiu justamente nesse ponto: estruturar fluxos, orientar o público e apoiar a dinâmica do conteúdo.
O resultado aparece na experiência de quem circula pelo evento. As pessoas transitam entre temas, escolhem conversas e se deslocam com naturalidade, enquanto o espaço acompanha esse movimento.
É nesse momento que a cenografia deixa de ser apenas estrutura física e passa a atuar como parte da narrativa do evento.