A ascensão dos eventos que combinam negócios, cultura e experiência
18 DE MAIO DE 2026Eventos que combinam negócios, cultura e experiência são encontros que vão além do conteúdo técnico e do networking, integrando entretenimento, gastronomia, ativações de marca e espaços imersivos para gerar conexão, memória e valor de marca.
Durante muitos anos, os eventos corporativos e setoriais foram construídos sob uma lógica muito clara: transmitir informação, gerar relacionamento e movimentar negócios. E isso continua relevante. Mas o comportamento das audiências mudou e os formatos começaram a mudar junto.
Assim, na atualidade, os eventos mais relevantes do mercado já não se limitam apenas ao conteúdo técnico, e isso revela uma transformação estratégica na forma como marcas e setores desejam se posicionar.
Esse foi um dos temas discutidos por André Moretti, Founder e CEO da Modale Cenografia, durante um bate-papo com o time do GAFFFF no CMO Summit 2026. O festival, que nasceu da evolução do tradicional Global Agribusiness Forum, se tornou um dos exemplos mais interessantes de como setores historicamente técnicos vêm utilizando experiência e cultura para ampliar relevância e percepção.
Durante a conversa, Felipe Daltro trouxe uma reflexão que resume bem essa transformação:
“O agro reclamava a vida inteira que a cidade não entendia o setor, mas os eventos eram sempre técnicos, falando para a própria bolha. Quando surgiu o conceito de festival, com cultura, experiência e entretenimento, passou a ser uma oportunidade de criar conexão e memória.”
A fala evidencia uma mudança importante: experiência passou a ser ferramenta de aproximação cultural.

Por que o formato híbrido está se tornando o novo padrão de eventos?
O crescimento dos formatos híbridos revela uma nova expectativa do público em relação aos eventos.
As pessoas continuam buscando conteúdo e networking, mas também valorizam ambientes capazes de gerar repertório, identificação e vivência. Isso explica por que tantos encontros corporativos passaram a incorporar linguagens antes associadas apenas ao entretenimento.
No caso do GAFFFF, o modelo une:
- debates e conteúdo;
- ativações de marca;
- experiências
- gastronômicas;
- música;
- espaços de convivência;
- negócios;
- cultura.
Essa construção amplia alcance, diversifica audiência e cria um ambiente muito mais propício para conexão entre marcas e pessoas.
O dado talvez mais simbólico dessa transformação é justamente o perfil do público: grande parte da audiência já vem da cidade, e não exclusivamente do campo. O festival conseguiu ultrapassar a bolha técnica e transformar percepção através da experiência.

Qual o papel da cenografia estratégica nesse novo modelo de evento?
Existe um ponto importante nessa mudança: cultura e entretenimento deixaram de ocupar apenas um papel complementar nos eventos e hoje, eles ajudam a construir valor de marca.
Ambientes imersivos aumentam tempo de permanência, potencializam interação, geram conteúdo orgânico e tornam a experiência mais compartilhável. Ao mesmo tempo, fortalecem percepção e relevância.
Isso ajuda a explicar por que empresas de diferentes segmentos vêm ocupando esse território de forma cada vez mais estratégica. Marcas como XP Inc., RAM, Ford Motor Company e Sebrae entenderam que eventos hoje também são plataformas de posicionamento cultural.
E, nesse contexto, a cenografia ganha uma nova dimensão: passa a atuar como linguagem estratégica que conduz narrativa, influencia percepção, organiza experiência e ajuda a transformar conteúdo em experiência.
Que tipo de experiência permanece na percepção do público após o evento?
A ascensão dos eventos que combinam negócios, cultura e experiência talvez seja um dos sinais mais claros sobre o futuro do mercado. As audiências estão mais seletivas, a atenção está cada vez mais disputada e as marcas passaram a buscar ambientes capazes de gerar impacto, identificação e envolvimento real com o público.
Nesse contexto, os eventos que conseguem unir conteúdo relevante, experiência física e construção cultural tendem a ocupar um papel cada vez mais estratégico nos ecossistemas de marca.
Por fim, vale destacar as experiências que realmente conseguem permanecer na percepção das pessoas depois que o evento termina.Essas, geralmente, são aquelas que:
-
criam uma narrativa clara e memorável;
-
oferecem vivências sensoriais e emocionais;
-
permitem participação ativa do público;
-
geram conteúdo visual e compartilhável;
-
conectam valores da marca a repertórios culturais do público.
Se sua marca quer transformar o próximo evento em uma plataforma de posicionamento cultural, converse com a Modale Cenografia e desenhe uma experiência que una conteúdo, cultura e cenografia estratégica para gerar impacto, identificação e permanência na percepção do público.